Depreciação pode ser entendida como um processo de perda de valor comum a alguns bens, seja por desgaste natural, obsolescência ou uso durante sua vida útil.

Na contabilidade, a depreciação é registrada como um percentual do valor contábil de um bem que é descontado durante um certo período. Isso é feito de acordo com a expectativa de vida útil dos bens que compõem o ativo permanente da companhia – que têm utilidade por mais de um ano.

Como Depreciação funciona

A partir da aquisição, os bens apresentam uma taxa de depreciação constante, que causa um valor mercadológico menor no momento em que saem da loja ou fábrica.

Bens não-depreciáveis

Mesmo que a grande maioria dos bens sofram depreciação, existem alguns que não passam por esse processo. Entre os principais, estão:

  • Terrenos – com exceção de construções ou melhoramentos;
  • Prédios e construções não alugadas, utilizadas na produção dos rendimentos da empresa e nem destinados à revenda;
  • Obras de arte, Jóias e Antiguidades;
  • Bens em que sejam registradas quotas de exaustão, como: Florestas destinadas ao corte, Jazidas de metais e minérios, Canaviais e Reservas de Petróleo.

Como é calculada a Depreciação

Em uma análise financeira, a depreciação de um ativo é calculada de acordo com o seu tempo de vida útil. Para isso, é importante levar em conta alguns aspectos, como:

  • Vida útil;
  • Método de Depreciação;
  • Base de cálculo da Depreciação.

Método Linear

Considerado o método mais simples, ele leva em conta uma depreciação fixa ao longo dos anos, sendo a razão entre o total a depreciar e o tempo de vida útil do bem em anos. Assim, para cada bem imobilizado, a companhia estima uma vida útil econômica (prazo em que ele ajudará a gerar caixa) e um valor residual (valor que sobra após o período de vida útil).

Método Acelerado

No dia a dia do mercado, esse método considera que o ativo perde mais valor em seu primeiro ano do que nos seguintes. Por isso, em seu cálculo, os anos são somados e cada um deles corresponde a uma fração do valor decrescente pelo período total somado.

Método de Unidades Produzidas

Também é possível calcular a depreciação a partir do uso e produção estimados do ativo a partir da seguinte fórmula:

Como é contabilizada a Depreciação

A quota de depreciação registrada por uma empresa como custo ou despesa operacional é determinada com base nos prazos de vida útil dos bens e sua taxa de depreciação. Essa taxa é fixada em função da expectativa de utilização econômica do bem pela organização em sua produção, sendo as mais comuns:

  • Imóveis: taxa anual de 4%; vida útil de 25 anos;
  • Instalações: taxa anual de 10%; vida útil de 10 anos;
  • Máquinas e Equipamentos: taxa anual de 10%; vida útil de 10 anos;
  • Móveis e Utensílios: taxa anual de 10%; vida útil de 10 anos;
  • Veículos: taxa anual de 20%; vida útil de 5 anos;
  • Equipamentos de Informática: taxa anual de 20%; vida útil de 5 anos.

Impactos da Depreciação nos impostos

Contabilizar a depreciação dos ativos de uma empresa também é diretamente importante para o cálculo dos seus impostos. A razão é que, assim que registrada como um custo relacionado à produção, a depreciação é descontada do Lucro Líquido da companhia.

Diferença entre Depreciação e Amortização

Como dito anteriormente, a Depreciação consiste na perda de valor de um bem tangível pelo uso, desgaste natural ou obsolência no mercado. Do ponto de vista contábil, essa desvalorização precisa ser apontada de acordo com os critérios definidos pela Receita Federal, disponíveis no Regulamento do Imposto de Renda de 1999.

Já a Amortização consiste no registro da desvalorização de bens intangíveis, ou seja, que não são materiais, como: marcas, direitos, patentes etc. Assim, a perda de valor de um bem é relacionada com a diminuição do tempo contratual para a sua utilização.

Sob essa perspectiva, a Depreciação calcula a perda considerando a vida útil do bem, enquanto a Amortização leva em conta o tempo legal ou restrito por contrato.