Um novo roubo de nove dígitos entrou no radar do mercado de cripto dias depois do maior ataque da história do setor. O investigador onchain ZachXBT afirmou nesta segunda-feira (2) que uma entidade não identificada da União Europeia perdeu mais de US$ 106 milhões em contas mantidas em várias corretoras centralizadas no domingo (1º). Os recursos foram sacados em USDC e USDT por um "agente ilícito" e movimentados rapidamente nas 24 horas seguintes.

Como o dinheiro foi movimentado

Segundo o investigador, o autor trocou as stablecoins por ether (ETH), passou os fundos por serviços de troca instantânea como WellWallet e Kyrrex, converteu parte em Monero (XMR) pela plataforma Wagyu e transferiu ativos por várias blockchains. ZachXBT publicou 11 endereços Ethereum ligados ao caso.

As escolhas não são aleatórias. Sair de USDC e USDT evita o congelamento pelas emissores — foi justamente o que a Tether e a Circle fizeram no ataque à Binance, bloqueando USDT em 37 minutos e US$ 823 milhões em USDC, o equivalente a cerca de 44% do valor roubado, segundo a Elliptic. Monero, por sua vez, oculta remetente, destinatário e valor, e as trocas instantâneas costumam exigir pouca verificação de identidade.

A diferença em relação ao caso Binance

ZachXBT disse ter "alto grau de confiança" de que o autor não é o grupo Lazarus, o braço de hackers do Estado norte-coreano, citando vários indicadores de lavagem. Isso separa este episódio do roubo de US$ 6,3 bilhões da Binance, atribuído pelo FBI ao grupo TraderTraitor. A vítima e as corretoras envolvidas não foram nomeadas publicamente, e não está claro se algum valor foi congelado.