Bear market pode ser entendido como o termo usado para indicar quando o mercado está em estado de pessimismo. Nesse caso, há uma queda generalizada dos preços dos ativos devido à expectativa dos investidores.

Também chamado de mercado de urso, vários fatores interferem para que surja o estado de bear market. Entre eles estão o aumento do desemprego e da inflação.

Assim, esse bear market diz respeito a um mercado de baixa. A palavra bear é utilizada em referência ao movimento do urso quando atacado. O animal dá a patada de cima para baixo. Assim, indica que os preços dos ativos estão diminuindo.

Ainda existe o termo bearish. Ele indica um momento ruim da economia, seja por conta de um evento geral, seja devido a uma situação pontual de determinado segmento.

Como o bear market funciona

Quando o mercado está pessimista, os investidores tendem a sair de suas posições. Ou seja, eles vendem os ativos por receio de sofrerem prejuízos.

Na prática, isso leva a uma oferta maior do que a demanda. Assim, esse é outro fator que contribui para a queda dos preços Em termos práticos,.

Ao mesmo tempo, o cenário de bear market é utilizado para comprar ativos por um valor mais baixo do que o normalmente praticado. Quando o investidor opta por isso, precisa esperar para obter o lucro, já que ele pode demorar.

Por isso, o indicado é que a compra seja feita durante esse período, mas no momento em que há sinais de melhora. Afinal, a média histórica de duração do bear market é de 14 meses. Pelo menos, desde a Segunda Guerra Mundial.

Porém, o cenário pode demorar anos, até mesmo décadas. De outro lado, pode levar somente algumas semanas. Ou seja, é impossível fazer uma previsão bastante precisa.

De toda forma, é importante saber que os retornos podem ficar abaixo da média de maneira sustentável. Ainda assim, a crise dos ativos melhora em determinado momento.

Sinais de queda do mercado? Conheça 4 deles

Em uma análise financeira, esse contexto econômico costuma demorar para apresentar melhorias. Por outro lado, traz sinais claros de que será preciso enfrentar o período de queda dos preços dos ativos.

Conhecê-los é uma forma de se prevenir. Assim, apresentamos os 4 principais sinais de bear market. Veja a seguir.

Bolsas andam de lado ou caem

A lateralidade dos preços dos ativos é o primeiro sinal de queda geral da bolsa de valores. Quando isso acontece, mostra que os valores estão mais baixos. Por isso, indica uma redução a mais.

Alta incerteza

Uma das principais características do bear market é justamente a incerteza dos investidores. Eles começam a fugir dos ativos de risco. Por isso, os preços das ações caem.

Fuga da renda variável

A movimentação dos investidores da renda variável para as aplicações da renda fixa é outro sinal do mercado de urso. Isso acontece principalmente quando a taxa básica de juros (Selic) está elevada. Esse cenário leva a retornos mais atrativos nos títulos públicos do Tesouro Direto.

CRIse longa

No dia a dia do mercado, durante as crises, é comum serem realizados menos investimentos em ações. A razão é que esses ativos apresentam mais volatilidade e risco.

Assim, quando o período de instabilidade econômica se perpetua, a tendência é a perda da confiança dos investidores. Isso tende a permanecer por um longo intervalo de tempo.

No entanto, quando o fim da crise está perto, o mercado já se antecipa e encerra o cenário de bear market. Assim, é um indicativo de que a economia pode voltar a funcionar da maneira esperada.

Bull market x bear market: entenda as diferenças

Além de saber o que é bear market, é preciso diferenciá-lo do bull market. Esse último é chamado mercado de touro. Ele representa períodos em que o preço dos ativos está em alta.

Por isso, é um cenário de positividade. Os investidores estão otimistas. Por isso, a demanda é maior do que a oferta. Assim, há uma valorização ampla da bolsa de valores.

Para quem avalia esse tema, o bull market é identificado a partir do aumento médio de 20% no valor do índice. Enquanto isso, o mercado de urso é identificado a partir da queda média de 20%.

Foram os períodos mais famosos de bear market no século 21

Algumas situações de queda generalizada já foram registradas desde o ano 2000. As principais foram:

  • bolha da internet: a expectativa com as empresas de tecnologia não se concretizou. Com isso, a cotação das companhias caiu de forma significativa;
  • crise do subprime: ocorreu entre 2008 e 2009 devido à bolha no mercado imobiliário dos Estados Unidos;
  • recessão econômica do Brasil: até meados de 2017, o País registrou uma crise grande que levou a incertezas em relação à economia. A confiança nas companhias estatais também foi prejudicada devido a casos de corrupção;
  • pandemia da COVID-19: a crise sanitária prejudicou a economia de todo o mundo, com queda geral dos preços dos ativos em diversos países, inclusive no Brasil.

Como luCRAr com o bear market

Os investidores que desejam ter lucro em meio às crises da bolsa de valores precisam implementar uma estratégia acertada. Uma das melhores é a venda a descoberto.

Nesse caso, é realizada a venda de ações alugadas para haver a recompra no futuro. Porém, com preços mais baixos. Outro ponto relevante é que, os ativos devem ser emprestados antes da efetivação de uma ordem de venda.

Nesse caso, os ganhos da operação são derivados da diferença entre o preço de venda dos ativos no mercado e o valor da recompra. Outra possibilidade é comprar ações na baixa e aguardar a alta.

Na prática, porém, essa é uma situação que pode levar anos, como explicamos. Por isso, vale a pena atentar ao momento certo de comprar os ativos no bear market para obter a rentabilidade esperada.