O CMN, sigla para Conselho Monetário Nacional, surgiu em 1964, junto com a criação do Banco Centreal (BACEN), e é considerado o maior órgão na escala hierárquica do Sistema Financeiro Nacional.
De maneira resumida, o CMN normaliza as políticas monetária, de crédito, orçamentária, fiscal e da dívida pública do Brasil.
Qual a função do CMN
O Conselho Monetário Nacional (CMN) tem papel fundamental na estabilidade da moeda nacional. Por essa razão, o seu objetivo principal é o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
História do CMN
Desde 1965, ano de início da sua atuação, o Conselho Monetário Nacional passou por muitas mudanças. Alguns presidentes do órgão que marcaram a sua história foram:
- Zélia Maria Cardoso de Mello, que atuou na época em que houve o confisco das poupanças no governo Collor;
- Fernando Henrique Cardoso, que esteve envolvido na criação do Plano Real e a estabilização da economia em 1994;
- Guido Mantega, que atuou entre os anos de 2006 e 2015, tornando-se o presidente em exercício por mais tempo.
Órgãos atrelados ao CMN
Por ser o mais alto nível na escala hierárquica, abaixo do Conselho Monetário Nacional, existem as seguintes instituições:
- Bacen (Banco Central);
- CVM (Comissão de Valores Mobiliários);
- Susep (Superintendência de Seguros Privados).
Banco Central
O Banco Central (Bacen) tem a obrigação de fiscalizar, regular e controlar todo o sistema bancário e financeiro do Brasil.
CVM
No dia a dia do mercado, o CVM ( Conselho de Valores Mobiliários) tem o objetivo fiscalizar e supervisionar as empresas de capital aberto, e também o mercado de capitais e as corretoras de valores como um todo.
Susep
Por último, existe a Superintendência de Seguros Privados ( Susep). Esta tem a responsabilidade de supervisionar, controlar, regular e fiscalizar o mercado de seguros, previdência privada aberta, capitalização e resseguros.
Efeitos do CMN sobre os investimentos
Evitar um “crash” na economia é um dos principais objetivos do CMN, já que isso pode impactar diretamente na vida de quem investe.
Política expansionista
A política expansionista é adotada quando o objetivo é estimular a economia de um país. A partir disso, o CMN adota uma série de medidas para incentivar a produção e, consequentemente, um maior consumo.
Política contracionista
Já a política contracionista acontece quando o governo busca conter a inflação, já que ela pode ter efeitos negativos na economia. Assim, através de uma política contracionista tenta-se diminuir o consumo para controlar os preços dos produtos.
Uma política contracionista pode resultar em um aumento temporário do desemprego e redução temporária do PIB, por exemplo.
Assim, o CMN, além de ser um importante órgão da economia do País, exerce um papel de bastante relevância para os investimentos.