COE, sigla para Certificado de Operação Estruturada, pode ser entendido como um produto financeiro que mescla aplicações e características de renda fixa e de renda variável em um só negócio.

O COE é uma versão brasileira das chamadas notas estruturadas, muito comuns nos Estados Unidos e na Europa, Como exemplo, e são certificados não cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Como funciona o COE

Na prática, conforme citado anteriormente, os COEs funcionam como títulos de investimento inspirados nas notas estruturadas.

TIPOs de COE

O Certificado de Operações Estruturadas ocorre em duas modalidades:

  • Valor Nominal Protegido;
  • Valor nominal em Risco.

Valor Nominal Protegido

O COE de Valor Nominal Protegido garante que o investidor receberá de volta no mínimo o valor que investiu inicialmente, ainda que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo.

Valor Nominal em Risco

Já o COE de Valor Nominal em Risco não apresenta nenhuma garantia. Nesse caso, o investidor pode perder até o limite do capital que foi inicialmente investido.

Rentabilidade do COE

Como podem adotar estratégias bastante variadas, a rentabilidade de um COE vai depender muito do tipo de aplicação feita em cada produto.

Imposto de Renda, custos e taxas

O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos dos COEs, da mesma forma regressiva aplicada à renda fixa. Com isso, as alíquotas variam de 22,5% a 15%, de acordo com o prazo da aplicação.

Riscos do COE

São três os principais riscos envolvidos no investimento em COEs:

  • o risco de crédito do emissor;
  • o custo de oportunidade;
  • e o risco de liquidez.

Risco de crédito do emissor

O investidor pode se sujeitar ao risco de crédito do banco emissor e, caso a instituição sofra com alguma crise, isso vai impactar sobre os COEs também.

Custo de oportunidade

Para ter a garantia de receber o investimento inicial de volta, o investidor abdica da rentabilidade de outra aplicação. Isso faz com que seja possível, em um COE, não ganhar nem perder nada.

Risco de liquidez

Os COEs têm uma data de vencimento fixa e, no geral, ela não ocorre no curto prazo. Os certificados costumam ser emitidos com prazos de 2 até 5 anos, o que reduz a liquidez dos ativos.

Vantagens e desvantagens do COE

Em uma análise financeira, como ponto positivo, o COE tem a flexibilidade, já que os ativos de referências são variados. Por isso, os investidores podem ter acesso à rentabilidade daqueles mais sofisticados.

Outro ponto relevante é que, não há espaço para a liquidez diária, e se o investidor decidir resgatar o valor antes da data de vencimento, há risco de deságio.

Junto a isso, no COE há o problema de que o resgate do valor total do investimento só é autorizado na data de vencimento do título, sem contar, ainda, as taxas.