Custodiante pode ser entendido como uma instituição que intermedeia operações de compra e venda de ativos. Além de fazer a guarda dos ativos, movimenta os recursos dos clientes na central depositária.
Devido a suas funções, o custodiante deixa o processo de investimento mais seguro. Por isso, atua tanto com pessoas físicas quanto jurídicas. Outro ponto relevante é que, detém ativos financeiros e físicos. Por exemplo:
- ações;
- títulos da renda fixa;
- fundos de investimentos;
- joias.
Assim, o custodiante tem um papel fundamental no mercado financeiro. Afinal, é responsável por garantir a credibilidade e a segurança das transações.
Funções do custodiante
A palavra custódia se refere ao ato de proteger e guardar alguém ou algo. Assim, a principal função desse agente é evitar que problemas ocorram com o capital dos investidores.
Todas as instituições custodiantes são autorizadas a operar pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por isso, devem cumprir regras específicas.
Na prática, as diretrizes estão definidas na Instrução 542 da entidade. Basicamente, o custodiante deve:
- controlar, conservar e conciliar os títulos mobiliários;
- atender às solicitações de compra e venda feitas pelo investidor;
- realizar a guarda física dos ativos não escriturais;
- cuidar dos registros das aplicações.
Como a custódia funciona
O agente custodiante intermedeia a relação entre investidores e central depositária. Essa última entidade envia as informações necessárias, como as movimentações realizadas.
A partir disso, o custodiante envia um extrato mensal da conta do investidor. Isso deve ser feito sempre que alguma movimentação ocorrer. Se ela ficar parada, o relatório será enviado anualmente, pelo menos.
Entre as principais entidades que atuam como custodiantes estão:
- corretoras de valores;
- bancos comerciais, múltiplos e de investimento;
- distribuidoras de títulos.
TIPOs de custódia
A guarda dos ativos é classificada de duas formas. A fungível é aquela em que os ativos sacados podem ser diferentes daqueles que foram depositados. A razão é que eles não são nominais.
Em uma análise financeira, ainda assim, precisam ter a mesma qualidade, espécie e quantidade. Como exemplo, acontece no depósito e no saque de dinheiro.
Afinal, as células retiradas do caixa eletrônico são diferentes. Porém, têm o mesmo valor e características.
Já, a custódia infungível prevê que os ativos devem ser os mesmos que foram depositados. Com isso, eles têm um registro nominal e não se misturam a outros títulos.
Um exemplo são as ações escriturais. Contudo, esse tipo de custódia abrange outros serviços. Como exemplo, o recebimento de proventos e o exercício de direitos.
Como escolher o melhor custodiante
A seleção da melhor alternativa deve considerar alguns fatores. Entre os principais estão:
- custos, como taxa administrativa;
- usabilidade do home broker e do site;
- qualidade do atendimento.
No dia a dia do mercado, atualmente, já existem opções isentas de taxas em algumas operações. Por isso, é importante sempre analisar o custo-benefício.
Qual a diferença entre o custodiante e outros agentes do mercado
Além do custodiante, outros agentes podem gerenciar ativos no mercado. Veja quais são eles e suas características.
Gestor de ativos
Decide se ocorrerá a compra ou a venda de papéis em uma carteira de investimentos. Essa figura é muito comum nos fundos de investimentos. Seu propósito é alcançar a máxima rentabilidade.
Administrador de ativos
É quem faz a gestão do fundo de investimentos. Por isso, costuma ser uma pessoa jurídica. Entre suas responsabilidades estão:
- acompanhar a movimentação de capital;
- fornecer o suporte necessário aos cotistas;
- calcular o valor das cotas.
Distribuidor de ativos
É a empresa ou o profissional que toma conta dos riscos dos fundos de investimentos. Ele se responsabiliza pelo relacionamento com os investidores. Outro ponto relevante é que, armazena os dados necessários e traça perfis.
Cotista
Para quem avalia esse tema, consiste no investidor que compra cotas de um fundo de investimento. Por isso, tem direitos, mas também precisa seguir as regras.
Em resumo, o custodiante é uma figura comum no mercado financeiro. Por isso, é importante conhecê-lo e entender seu funcionamento. Assim, é possível escolher o melhor.