Conseguir precificar ações é uma das práticas mais úteis para investidores, especialmente entre os que utilizam estratégias voltadas ao longo prazo. Para isto, existem diversas ferramentas, das quais o P/VPA está entre as principais.

A razão é que o P/VPA é referente à divisão do valor que uma ação está sendo negociada pelo valor patrimonial que esta representa, isso é, este é o indicador que aponta quanto o investidor estará disposto a gastar pelo patrimônio líquido da empresa.

Todavia, é importante observar que o VPA, ou Valor Patrimonial por Ação, não é um montante definido pelos investidores.

Sua construção é feita com base na análise de diferentes dados contábeis, que indicam quanto o mercado tem pagado pelo patrimônio líquido que a empresa possui.

Assim, saber calcular este indicador é útil para investidores que possuem e prática de precificar ativos no momento de encontrar oportunidades de mercado.

Como calcular

Na prática, inicialmente, é importante observar que o valor patrimonial (VP) de uma empresa é obtido pela divisão entre o seu patrimônio líquido (PL) e a quantidade de ações que o negócio possui disponível no mercado.

Assim, temos que o cálculo do VPA é:

  • VPA = patrimônio líquido/ número de ações no mercado

Sendo que a partir do resultado do VPA, basta dividi-lo pelo preço do ativo para se ter o resultado do P/VPA.

Como exemplo, imagine que a ação de determinada empresa esteja sendo negociada, no mercado secundário, pelo valor de R$20, enquanto o valor patrimonial da ação é de R$40.

Assim temos que:

  • P/VPA = 20/40 = 0,5.

Em uma análise financeira, ou seja, o P/VPA da empresa analisada é de 0,5.

Interpretando o P/VPA

Tão importante quanto entender a fórmula do P/VPA, é saber interpretar os resultados deste indicador.

Como exemplo, ao se utilizar o exemplo anterior como base, é possível perceber que o ativo financeiro está sendo negociado com um desconto patrimonial de 50%.

Ou seja, aquela ação, inicialmente, é um bom negócio para o investidor, pois está valendo menos que o seu valor patrimonial.

Agora, imagine um exemplo em que o preço das ações, no mercado secundário, é de R$40, enquanto seu VPA é R$20.

No dia a dia do mercado, ao utilizar a equação do indicador, teríamos que o P/VPA da ação é de 2,0.

Assim, diferente do que ocorre no exemplo anterior, este ativo financeiro está sendo negociado com um ágio sobre seu patrimônio, isto é, a ação está custando mais que o seu valor patrimonial.

Com isso, temos que no primeiro caso existe uma margem de segurança, que possibilita a empresa operar de modo mais seguro.

Isto faz com que haja mais chances daquele investimento trazer um resultado positivo ao seu investidor.

Enquanto, quando uma ação é negociada “em linha” com seu valor patrimonial, isto é, o indicador é igual ou maior que um, este investimento apresenta maiores riscos ao investidor.

Assim, interpretar o P/VPA é um passo útil para quem busca encontrar ativos que possam trazer retornos e, ao mesmo, uma margem de segurança ao patrimônio investido.