O mercado de ações é marcado pela volatilidade, todavia existem alguns ativos financeiros que se destacam e se tornam as mais atrativas do mercado, essas são conhecidas como top pick.
Em síntese, a top pick são as ações mais bem avaliadas pelo mercado em determinado período, isto é, aqueles ativos financeiros que são mais indicados pelos agentes de mercado naquele momento.
É importante observar que estas ações podem variar de acordo com o analista ou casa de análise, sendo que a interpretação de onde está o melhor o ativo financeiro para se investir naquele momento pode ser diferente entre estes profissionais.
Afinal, a estratégia utilizada para se chegar ao resultado pode diferir de acordo com a estratégia utilizada por quem busca encontrar os melhores ativos.
Todavia, por grande parte dos analistas e casas de análise utilizarem os conceitos fundamentalistas, a tendência é que a lógica para encontrar esses ativos seja parecida.
Assim, é útil entender como são escolhidas as ações top picks.
Como escolher a top picks
Para se encontrar os melhores ativos disponíveis naquele momento do mercado, o agente financeiro deve analisar diferentes aspectos da microeconomia que interfiram na qualidade do ativo.
Ou seja, é necessário avaliar a empresa por uma ótica mais próxima, assim é possível se ter uma margem acerca do potencial e risco que aquele negócio representa.
Para isso, é importante avaliar questões como, por exemplo:
- Políticas de expansão adotadas pela empresa;
- Balanço financeiro e seus indicadores;
- Relação entre a capacidade de lucro e dívida que o negócio possui;
- Posição que a empresa possui em seu mercado de atuação;
- Modelo de gestão do negócio e profissionais que fazem parte desta.
Assim, para se encontrar à top pick o agente do mercado avalia a empresa como um todo.
Em uma análise financeira, citado anteriormente, é comum que a análise fundamentalista seja utilizada como base desta pesquisa, isto é, ainda que as top picks possam variar de acordo com o momento do mercado, o principal definidor será a qualidade que as empresas possuem e apresentam.
Afinal, por se estudar a parte micro da empresa, os riscos se tornam menores e a tendência é que os negócios selecionados se valorizem no longo prazo.
Enquanto, em uma análise baseada apenas na macroeconomia, o foco é baseado no que passa na economia naquele momento, sendo que as questões singulares à empresa ficam em segundo plano.
Ainda assim, agentes de mercado buscam aliar estas duas óticas em determinados momentos, especialmente para encontrar boas oportunidades de mercado.
Assim, é útil saber como utilizar a macroeconomia no momento de encontrar as top picks.
Efeitos da macROEconomia
No dia a dia do mercado, ao analisar os aspectos da macroeconomia, o analista pode encurtar o processo para se encontrar as tops picks.
Como exemplo, nos períodos em que o dólar está alto, as empresas que possuem sua atuação focada na exportação tendem a se destacar.
Com isso, o agente pode pegar este recorte de mercado e buscar empresas, através de uma análise micro, que apresentem boas qualidades.
O mesmo vale para um período de recessão, em que o segmento de varejo tende a ser afetado, assim os analistas podem buscar empresas com capacidade de se destacar mesmo em um cenário adverso.
Assim, a top pick é o tipo de empresa que consegue se destacar no mercado, mesmo em momentos adversos.