O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo de 3,75% a 4,00% ao ano, em decisão aprovada por dez votos a dois. Os dois dissidentes — a diretora Lisa Cook e a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack — votaram por uma elevação de 0,25 ponto percentual.
A decisão era a mais esperada da semana e veio acompanhada de uma mudança no formato das reuniões do comitê: o presidente do Fed, Kevin Warsh, anunciou que o FOMC passará a reservar encontros anuais apenas para discutir estratégia, sem votação de juros. Na prática, os Estados Unidos terão sete decisões de política monetária em 2027 e seis em 2028, contra as oito atuais.
A decisão e os votos dissidentes
A taxa ficou onde estava desde setembro, quando o Fed elevou os juros em 0,25 ponto percentual em meio às preocupações do banco central com os efeitos da disparada do petróleo sobre a inflação. O movimento de agora era amplamente esperado por analistas consultados pelo *Broadcast*, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A decisão acontece a poucos dias das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e é a última antes do pleito. As duas dissidências vieram de nomes que já sinalizaram preocupação maior com os preços: Cook, alvo de uma tentativa do presidente Donald Trump de removê-la do banco central, e Hammack.
O que mudou no comunicado
No texto divulgado após a reunião, o comitê deixou os próximos passos condicionados à evolução dos dados e reafirmou a preocupação com a inflação, que segue acima da meta de 2%.