O UBS registrou lucro líquido de US$ 2,69 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e praticamente em linha com os US$ 2,71 bilhões esperados pelo consenso compilado pela própria companhia. O banco suíço aproveitou o resultado para acelerar seu programa de recompra de ações, mas manteve a ressalva sobre as novas exigências de capital da Suíça.

O lucro antes de impostos somou US$ 3,587 bilhões, avanço de 27% em um ano, e US$ 4,077 bilhões na base subjacente, alta de 14%. A receita totalizou US$ 13,35 bilhões (+5%), ou US$ 13,387 bilhões na leitura subjacente (+10%), com crescimento de 3% nos negócios considerados centrais. Foi o sexto trimestre consecutivo de alavancagem operacional positiva.

Ainda assim, foi a primeira vez em mais de dois anos que o banco não superou as estimativas na comparação do lucro antes de impostos subjacente, segundo analistas do Bank Vontobel. O retorno sobre o capital CET1 (RoCET1) ficou em 14,8%, e em 16,7% na base subjacente. O índice de capital CET1 encerrou setembro em 14,7%, com alavancagem de 4,6% e lucro por ação diluído de US$ 0,85.

Recompra antecipada para fevereiro

O UBS recomprou US$ 1,8 bilhão em ações no trimestre e pretende concluir o programa de US$ 3 bilhões até fevereiro, e não mais até meados de 2027 como havia anunciado. O banco também segue acumulando provisão para um crescimento de dois dígitos na faixa média (mid-teens) do dividendo.