A locadora de veículos Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor é idêntico ao da prévia de resultados divulgada no início deste mês — ou seja, a companhia confirmou o número que já havia antecipado ao mercado. A receita líquida somou R$ 3,870 bilhões, avanço de 2,8%, e o Ebitda consolidado chegou a R$ 1,795 bilhão, 21,4% maior em um ano.

O desempenho veio quase todo da locação de veículos, o negócio de maior margem da companhia, enquanto a venda de seminovos encolheu em volume e em receita.

Locação: mais diárias, tarifa maior e margem recorde

O volume de vendas diárias (as diárias de locação contratadas) subiu de 6,085 mil para 7,439 mil, alta de 22%. A tarifa do segmento RAC (Rent-A-Car, o aluguel de balcão) passou de R$ 159 para R$ 167, alta de 5%. Nos últimos 12 meses, a Movida captou 767 mil novos clientes.

A margem Ebitda da locação atingiu 74,2% no trimestre, contra 72,6% no mesmo período do ano passado. O CEO Gustavo Moscatelli atribuiu o avanço, em entrevista à Broadcast, a três vetores: precificação dos serviços, expansão da fatia de mercado da companhia e disciplina de custos.