A Klabin (KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 18% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número, porém, veio acima do consenso: analistas consultados pela LSEG esperavam R$ 329,5 milhões. O balanço foi divulgado na manhã desta quarta-feira (28), antes da abertura do pregão.

A receita líquida somou R$ 5,57 bilhões, crescimento de 3% sobre o 3T25 e acima dos R$ 5,47 bilhões projetados. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo aumento dos preços de celulose de fibra curta e de papéis cotados em dólar, além do efeito do mix de vendas entre segmentos e regiões de atuação.

Ebitda cai 12% e custo por tonelada sobe

O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,856 bilhão, recuo de 12% na base anual, mas ligeiramente acima da estimativa de R$ 1,85 bilhão. A margem acompanhou a queda do indicador, já que a receita cresceu em ritmo menor do que os custos.

O custo caixa total por tonelada fechou em R$ 3.483, alta de 12% em relação ao mesmo trimestre de 2025. É a variável que mais pesa na leitura do período: com o volume praticamente estável, o avanço de 12% no custo unitário corrói diretamente a rentabilidade e explica a queda do Ebitda mesmo com a receita maior.

Na prática, a retração de R$ 262 milhões no Ebitda ajustado foi o que puxou o lucro para baixo. Do outro lado do balanço, três itens amortecedores aparecem na comparação anual: a variação contábil positiva dos ativos biológicos, de R$ 178 milhões; o resultado financeiro menos negativo; e uma carga menor de imposto de renda e contribuição social.