Investidores estrangeiros fizeram uma compra líquida de US$ 6,84 bilhões em dólar por meio de derivativos negociados na B3 na segunda-feira (26), o primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial. É a maior compra líquida diária desses investidores ao menos desde julho de 2022, segundo dados da B3 compilados por traders e divulgados pelo InfoMoney.

O levantamento considera três instrumentos: o dólar futuro cheio (DOL), o minidólar (WDO) e o cupom cambial (DDI). O DOL respondeu por US$ 4,16 bilhões (cerca de 61% do total), o WDO por US$ 2,58 bilhões (38%) e o DDI por US$ 100 milhões. Juntos, dólar futuro e minidólar representaram praticamente 99% da compra líquida daquele pregão.

O recorde anterior havia ocorrido em 4 de abril de 2025, quando a compra líquida chegou a aproximadamente US$ 6,47 bilhões. Naquela ocasião, o dólar saltou 3,72%, a R$ 5,83, em meio à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Um pregão respondeu por 61% do fluxo do mês

Até 26 de outubro, os estrangeiros registravam US$ 11,15 bilhões em compras líquidas de dólar nos instrumentos considerados pelo levantamento. Somente o primeiro pregão após a eleição respondeu por 61,3% desse total: o acumulado até 23 de outubro era de US$ 4,31 bilhões.

Em um único dia, portanto, os estrangeiros compraram cerca de US$ 2,53 bilhões a mais do que haviam comprado, somados, nos demais pregões do mês até então. Com US$ 11,15 bilhões, outubro de 2026 já aparecia, até o dia 26, como o terceiro maior mês de compras líquidas de dólar da série histórica.