O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27), estendendo as perdas da véspera, em um pregão marcado por sinalizações contraditórias no Oriente Médio. O Brent para janeiro, negociado na ICE de Londres, recuou 1,20%, a US$ 109,41 o barril. O WTI para dezembro caiu 1,83%, a US$ 99,90, na Nymex — de volta abaixo da marca dos US$ 100.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a ceder durante a manhã, mesmo permanecendo próxima da faixa de US$ 100 o barril.

Ormuz de um lado, Houthis do outro

O pregão resumiu o impasse geopolítico que sustenta o prêmio de risco no petróleo. Representantes do Irã afirmaram estar dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo exportado pelo Golfo Pérsico. No mesmo dia, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Para o BOK Financial, a correção desta terça acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã — e entre Rússia e Ucrânia — parecem estar se concretizando.

"Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico"

Opep+ deve manter metas de dezembro

No radar dos operadores, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Opep+ deve manter suas metas de produção para dezembro — ou seja, sem devolver barris ao mercado no curto prazo. A decisão é o principal evento de oferta da semana para o setor.