O Pix respondeu por 55,2% de todas as transações de pagamento feitas no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo as Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (27). O levantamento compila dados enviados pelos participantes do mercado e das infraestruturas operadas pelo próprio BC.

O sistema de pagamentos instantâneos foi usado 44 bilhões de vezes entre janeiro e junho, um crescimento de 19,4% em quantidade na comparação com o mesmo período de 2025.

O retrato do semestre em números

  • 79,7 bilhões de transações no semestre, movimentando R$ 71,9 trilhões
  • Alta de 12,3% na quantidade e de 20,8% no volume transacionado ante o 1º semestre de 2025
  • Pix: 44 bilhões de operações e 55,2% da quantidade total
  • Cartões: 24,5 bilhões de transações, ou 30,8% do total

Sobre pagamentos em dinheiro em espécie, o BC só possui estatísticas de saques — o que deixa a comparação do Pix restrita aos instrumentos eletrônicos.

Pix cresce em número, mas o TED ainda manda no dinheiro

A participação muda de figura quando o critério é o valor financeiro. O Pix respondeu por 28,1% do total transacionado no semestre — o segundo maior, atrás do , com . A explicação está no ticket médio: os pagamentos via Pix tiveram valor médio de , cerca de do registrado um ano antes, enquanto o valor médio das transações via TED foi de , elevação de aproximadamente .