Apenas oito ações fecharam em alta no Ibovespa nesta segunda-feira (26), num pregão com mais de 8 milhões de negócios fechados — recorde diário — e queda de 13,88% do índice, aos 176.608,23 pontos.
O padrão do dia foi claro: subiu quem tem receita em dólar; caiu quem depende de juros, crédito e consumo doméstico.
As oito altas
A liderança foi da Suzano (SUZB3), com alta de 10,08%, a R$ 47,40, seguida por Embraer (EMBJ3, +8,89%), WEG (WEGE3), Vale (VALE3, +4,01%), Klabin (KLBN11), Bradespar (BRAP4), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4).
Bancos: o pior setor do dia
O Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, despencou 22,48%. Entre os grandes bancos:
- Banco do Brasil (BBAS3): -29,33%;
- Bradesco (BBDC4): -21,70%;
- Itaú Unibanco (ITUB4): -13,66%;
- Santander (SANB11): -4,47%;
- B3 (B3SA3): -36,28%.
Varejo e construtoras
Os varejistas foram arrasados. Magazine Luiza (MGLU3) caiu 58,23%, a R$ 5,30, e C&A (CEAB3), 47,47%. Entre as construtoras, Cyrela (CYRE3) recuou 43,7% e MRV (MRVE3), 42,28% — setores especialmente sensíveis à alta dos juros, que encarece o financiamento.
Petrobras
As duas classes de ações da estatal recuaram com a deterioração do cenário doméstico e a queda dos preços do petróleo: PETR3 perdeu 6,81% (R$ 60,80) e PETR4, 8,18% (R$ 53,88). Juntas, as duas representam cerca de 13,5% do índice.