O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, subiu 0,32% em outubro de 2026, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços de alimentos e bebidas, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da pressão sobre a alimentação, o índice desacelerou em relação à alta de 0,70% registrada em setembro e ficou abaixo das expectativas do mercado.

Os acumulados

  • Acumulado de 2026: +4,15%;
  • Em 12 meses: +4,62%, acima dos 4,47% do período imediatamente anterior.

A leitura de 12 meses acima do intervalo anterior mostra que, embora o mês tenha surpreendido positivamente, a comparação anual ainda piorou — efeito da retirada gradual de itens que pressionaram os preços no ano passado.

Alimentação puxa, energia alivia

O grupo de Alimentação e Bebidas teve a maior variação, respondendo pela principal contribuição para o índice do mês. Do outro lado, o recuo nos preços da energia elétrica ajudou a conter o resultado e a compensar parte da pressão dos alimentos.

O que é o IPCA-15

O IPCA-15 é uma medição da variação de preços coletada ao longo da primeira metade do mês e funciona como prévia do IPCA fechado. Ele costuma antecipar a tendência do índice oficial que serve de referência para a meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

Por que o dado importa

Inflação corrente acima do esperado tende a reduzir espaço para cortes de juros; abaixo, amplia o argumento de quem defende flexibilização da política monetária. Em um mês em que a curva de juros locais já operava sob forte estresse fiscal, o dado de preços entra na conta como mais um vetor da decisão do Banco Central.

Foto: Wilfredor, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).