A safra 2026/27 do Centro-Sul começou cercada de incertezas, mas o cenário não é tão ruim quanto os temores iniciais sugeriam. Na avaliação de Plínio Nastari, presidente da Datagro, três fatores ajudam a aliviar a pressão sobre o setor: a expansão do etanol de milho ficou abaixo do esperado, o etanol hidratado ganhou competitividade no mercado doméstico e os preços internacionais do açúcar se recuperaram.

"Bem, nem tanto", respondeu Nastari ao ser questionado, na 26ª Conferência Internacional Datagro, se 2026 seria um ano horrível para o setor sucroenergético.

Os fantasmas do começo da temporada

No início da safra, o mercado convivia com cinco preocupações principais:

  • os efeitos da eletrificação da frota sobre o consumo de combustíveis;
  • o avanço do etanol de milho, que crescia mais rápido que o previsto;
  • a estagnação da demanda mundial por açúcar;
  • as dúvidas sobre o abastecimento de diesel;
  • a perspectiva de estoques elevados de etanol no Brasil.

Segundo o executivo, o primeiro item da lista — o etanol de milho — avançou menos do que as projeções iniciais, enquanto a demanda por etanol hidratado ganhou força no mercado interno.

Hidratado mais competitivo e vendas em alta