Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul elegeram seus governadores ainda no primeiro turno: Cleitinho Azevedo (Republicanos), Sergio Moro (PL) e Luciano Zucco (PL). Os três tomam posse em 6 de janeiro de 2027 e passam a controlar, respectivamente, Cemig (CMIG4), Sanepar (SAPR11) e Banrisul (BRSR6) — três companhias acompanhadas de perto por investidores que buscam renda com dividendos.
Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, a privatização deixou de ser a variável central nas três empresas. A pergunta que importa agora é outra: as promessas de campanha — como o subsídio na conta de luz em Minas e a crítica aos reajustes de tarifa no Paraná — sairão do caixa das companhias ou do orçamento dos estados?
"O resultado da eleição é conhecido, mas a política efetiva de cada governo para suas estatais ainda está em formação."
A avaliação é de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos. Na semana seguinte ao primeiro turno, Cemig subiu 6,31%, Sanepar ganhou 28% e Banrisul avançou 18,53%.
Cemig (CMIG4): três caminhos, e só um dói no bolso do minoritário
Logo após a eleição, Cleitinho descartou privatizar a Cemig e defendeu usar recursos da companhia para subsidiar a conta de luz. Como a tarifa de distribuição é fixada pela Aneel, o governador não pode simplesmente reduzi-la. Os analistas apontam três caminhos: