O Ibovespa recuou 13,88% nesta segunda-feira (26), a 176.608 pontos, e registrou a maior queda diária desde março de 2020, quando o índice cedeu 13,92% no início da pandemia de Covid-19. Em valor de mercado, a bolsa brasileira perdeu R$ 734 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta — quase todo o valor de mercado da Petrobras, estimado em R$ 746 bilhões.
O tombo levou investidores de volta à pergunta clássica: é hora de comprar ações? A resposta dos especialistas é que a queda, por si só, não torna nenhum papel barato. O que define o preço justo é a capacidade da empresa de gerar resultado, o tamanho da dívida e o custo do dinheiro.
A queda devolve parte do rali
A perda de segunda-feira não apagou o ano. Mesmo depois do tombo, o Ibovespa segue cerca de 9% acima do nível do início de 2026, e boa parte do movimento é explicada pela reversão da euforia construída ao longo do primeiro turno, quando o mercado se posicionou em massa para um desfecho diferente do que as urnas entregaram. A queda de R$ 734 bilhões em valor de mercado é a maior desde 2020.
Queda de preço não é o mesmo que barganha
"Uma queda de 10% tampouco significa que as empresas perderam, de um dia para o outro, 10% de sua capacidade de gerar resultados. Significa que os investidores passaram a aceitar preços menores diante dos riscos percebidos."