A Petrobras elevou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir deste domingo (1º), o que representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação a outubro. É o terceiro reajuste consecutivo do combustível e mantém o QAV entre os derivados com maior alta do ano, num momento em que a escalada das tensões no Oriente Médio volta a empurrar as cotações internacionais do petróleo.
O aumento foi anunciado pela estatal no domingo e passou a valer no primeiro dia de novembro. Como nos meses anteriores, a Petrobras manteve a explicação técnica, sem projetar publicamente o efeito do reajuste sobre a inflação.
Três meses de alta
Os reajustes do QAV se acumulam desde o segundo semestre, seguindo o avanço das cotações internacionais do combustível:
- Setembro — alta média de aproximadamente 13,9% em algumas bases de distribuição.
- Outubro — aumento de 11,76%.
- Novembro — aumento de 7,2%, equivalente a R$ 0,45 por litro.
Até setembro, a alta acumulada do QAV da Petrobras era de 53,3%. A empresa deixou de informar o percentual acumulado em outubro, quando aplicou o reajuste de 11,76%, e repetiu a omissão no comunicado de novembro.
Por que o querosene subiu
Segundo a Petrobras, a alta reflete a elevação das cotações internacionais do QAV, num cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em decorrência do conflito entre os dois países.