O leilão de transmissão de energia elétrica nº 4/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terminou com todos os oito lotes arrematados e R$ 8,9 bilhões em investimentos contratados, segundo a própria agência. Cinco empresas dividiram os contratos e o deságio médio sobre a receita anual permitida (RAP) máxima fixada pela Aneel ficou em 50,1% — desconto que, na conta do mercado, representa uma economia de cerca de R$ 21 bilhões ao longo das concessões.
O certame foi realizado na sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo, e foi o último leilão de transmissão do ano.
Quem levou cada lote
A Celeo Redes concentrou mais da metade do investimento previsto na disputa, ao arrematar os lotes 4 e 8, e a Cymi ficou com dois lotes (3 e 5). A Neoenergia levou os lotes 1 e 7, enquanto EDP e Cox Brasil ficaram com um lote cada. A divisão completa:
- Lote 1 (Bahia) — Neoenergia, com investimento previsto de R$ 493,1 milhões e oferta de R$ 59,85 milhões, deságio de 51,21%;
- Lote 2 (Goiás e Bahia) — EDP, R$ 317 milhões de investimento e oferta de R$ 26,53 milhões, deságio de 53,29%;
- Lote 3 — Cymi, R$ 1,07 bilhão;
- Lote 4 — Celeo Redes, o maior projeto do leilão, com R$ 4,11 bilhões de investimento, RAP de R$ 377 milhões por ano e deságio de 50,55%;
- Lote 5 — Cymi, R$ 982,5 milhões;
- Lote 6 (Paraná) — Cox Brasil, R$ 480,3 milhões;
- Lote 7 (Paraíba) — Neoenergia, R$ 665,3 milhões, com oferta de R$ 68 milhões e deságio de 38,55%;
- Lote 8 (Rondônia) — Celeo Redes, R$ 753,2 milhões, com oferta de R$ 66,66 milhões e deságio de 48,02%.