Apenas 11 das 76 ações que compõem o Ibovespa terminaram outubro em alta. No mês em que o índice caiu 9,88% — a maior baixa desde junho de 2022 —, 26 papéis recuaram mais de 20%, segundo levantamento do InfoMoney. A eleição presidencial, definida no domingo (25) com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, provocou uma das maiores reprecificações da história recente do mercado: dólar em disparada, curva de juros aberta e piora das perspectivas fiscais empurraram o investidor para empresas menos dependentes da economia doméstica.

Quem escapou da queda

Das 76 ações do índice, só 11 subiram. São elas, com preço de fechamento e variação no mês:

  1. PRIO3 — R$ 71,48 (+16,32%)
  2. SUZB3 — R$ 50,14 (+15,90%)
  3. PETR3 — R$ 60,01 (+9,43%)
  4. CXSE3 — R$ 21,38 (+7,44%)
  5. PETR4 — R$ 52,71 (+5,91%)
  6. BBSE3 — R$ 41,32 (+5,44%)
  7. TIMS3 — R$ 19,17 (+5,21%)
  8. VIVT3 — R$ 30,70 (+4,17%)
  9. EMBJ3 — R$ 99,62 (+2,67%)
  10. BRAV3 — R$ 18,42 (+1,32%)
  11. GGBR4 — R$ 25,13 (+0,20%)

Apesar de atuarem em setores distintos, essas companhias compartilham características que passaram a ser valorizadas na reprecificação: receita dolarizada, geração robusta de caixa, dividendos elevados, perfil defensivo ou baixa dependência do ciclo econômico brasileiro.

As maiores perdas do mês

O ranking dos que mais caíram é formado, em boa parte, por papéis ligados ao consumo — e, portanto, diretamente correlacionados aos juros.