A Tether, emissora da stablecoin USDT — a maior do mundo —, registrou lucro operacional líquido de US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2026, mesmo patamar do trimestre anterior, segundo a atestação financeira referente a 30 de setembro, preparada pela auditoria BDO e divulgada nesta sexta-feira (30).
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro operacional líquido somou US$ 4,5 bilhões. A maior parte da receita veio dos juros de títulos do Tesouro norte-americano e de acordos de recompra reversos (reverse repos), não de taxas de transação.
A reserva de segurança quase dobrou
O dado que mais chamou atenção do mercado foi o salto da reserva excedente — o colchão entre ativos e passivos que protege os detentores de USDT em cenários de estresse. Ela passou de US$ 4,1 bilhões no fim de junho para US$ 7,95 bilhões em setembro, alta de cerca de US$ 3,8 bilhões, ou aproximadamente 94%.
Com isso, os ativos totais da empresa somavam US$ 191,45 bilhões em 30 de setembro, contra US$ 183,50 bilhões em passivos — dos quais US$ 183,47 bilhões referentes aos tokens digitais emitidos. A diferença entre ativos e passivos ficou em US$ 7,9546 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 104,34 em ativos para cada US$ 100 em passivos, ou uma cobertura de aproximadamente 4,34% (ante 2,24% em junho).
Onde está o dinheiro
A composição das reservas segue concentrada em instrumentos líquidos e de curta duração:
- Títulos do Tesouro dos EUA, diretos e indiretos: US$ 132,4 bilhões — sendo US$ 122,84 bilhões em carteira própria, com prazo médio ponderado inferior a 90 dias