A Coinbase (Nasdaq: COIN) voltou ao lucro no terceiro trimestre de 2026 ao reportar US$ 719 milhões de lucro líquido, ou US$ 2,51 por ação diluída, encerrando duas perdas trimestrais consecutivas. Analistas consultados pela Zacks esperavam prejuízo de US$ 0,15 por ação.

O detalhe que muda a leitura do número: cerca de US$ 715 milhões do lucro vieram de ganhos com as criptomoedas que a própria Coinbase mantém como investimento. Excluindo esses e outros ganhos de investimento, o lucro líquido ajustado foi de apenas US$ 78 milhões.

Receita em linha, mas 35% menor que um ano antes

A receita total somou US$ 1,22 bilhão, em linha com as estimativas, estável frente ao segundo trimestre e 35% abaixo do mesmo período de 2025.

A receita de transações recuou 1%, para US$ 590 milhões, mas ficou bem acima dos cerca de US$ 527 milhões esperados pelos analistas. O pano de fundo é de mercado parado: a volatilidade das criptomoedas caiu a mínimas de vários anos e o volume de negociação encolheu no setor como um todo.

Por que a receita caiu

O modelo da Coinbase é sensível ao volume negociado, e o volume depende de volatilidade. Com o mercado parado — a volatilidade das criptomoedas caiu a mínimas de vários anos —, a receita de transações encolheu 1% no trimestre e a receita total recuou 35% na comparação anual. É justamente para reduzir essa dependência que a companhia vem empurrando assinaturas, stablecoins e mercados de previsão: as três linhas cresceram mesmo com o mercado lateral.