A Shell (NYSE: SHEL) registrou lucro líquido de US$ 10,81 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o maior resultado trimestral da companhia desde 2022 e quase o dobro dos US$ 5,43 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O número, divulgado nesta quinta-feira (29), superou a estimativa média de analistas compilada pela Reuters, de US$ 10,33 bilhões.
O desempenho foi sustentado por uma margem de refino recorde e pelos preços de energia elevados desde o início do conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que chegou ao nono mês e interrompeu o abastecimento global de energia. O Brent com vencimento em dezembro fechou a quinta-feira a US$ 114,88, com leve queda de 0,38%.
Margem de refino recorde de US$ 42 por barril
A margem de refino da companhia — a diferença entre o custo do petróleo bruto e o preço dos derivados vendidos — atingiu US$ 42 por barril no trimestre, contra US$ 11,6 há um ano e US$ 24 nos três meses anteriores. É o maior nível já registrado pela empresa.
Foi esse spread, e não um aumento de volume, que explicou o salto do lucro. A produção de petróleo e gás da Shell caiu 17% nos primeiros nove meses de 2026 na comparação anual, principalmente porque o conflito no Oriente Médio reduziu os volumes vindos do Catar. Os volumes de liquefação de GNL subiram 12%, impulsionados pela expansão do LNG Canada e parcialmente compensados pela paralisação catariana.