Os que acompanham o mercado dos fundos imobiliários sabem que existem diversos tipos de FIIs disponibilizados pelo mercado, e um deles são os fundos híbridos. Também conhecidos como fundos mistos, eles podem ser explicados como fundos que possibilitam mesclar diferentes categorias de investimento.

Por isso, os fundos híbridos são um tipo de fundo que não diz respeito a um tipo específico de investimento, ou seja, que permite ao gestor do fundo poder mesclar diferentes categorias de fundos.

Assim, ele pode investir em imóveis de variados setores, cotas de outros fundos e até papéis imobiliários.

Com uma ampla diversificação de ativos, eles são capazes de proporcionar uma gama de resultados que pode gerar tanto a distribuição de dividendos quanto a valorização patrimonial dos investimentos aportados no longo prazo.

Como funcionam os fundos híbridos

Os fundos híbridos funcionam misturando diferentes tipos de ativos. Com isso, permite que o gestor tenha a liberdade de adquirir qualquer tipo de ativo.

Na prática, eles funcionam como uma maneira de diversificar a carteira de investimentos, tendo em vista que o dinheiro poderá ser direcionado para diferentes tipos de FIIs.

Por isso, o gestor do fundo possui autonomia para escolher os ativos, além da possibilidade de explorar a situação econômica do período, podendo, assim, selecionar os setores mais vantajosos para o período.

TIPOs de fundos híbridos

Os fundos imobiliários híbridos oferecem a possibilidade de serem compostos por todos os tipos de segmentos ofertados no mercado imobiliário. Por isso, durante a montagem da sua carteira podem ser incluídos qualquer um dos ativos a seguir:

  • imóveis direcionados para renda, ou seja, propriedades direcionadas para locação;
  • desenvolvimento (referente aos empreendimentos construídos para gerar renda mediante sua venda);
  • cotas de outros fundos imobiliários;
  • créditos referentes a recebíveis imobiliários, isto é, certificados de recebíveis imobiliários (CRI), Letras hipotecárias (LH) e Letras de crédito imobiliário (LCI).

Em razão disso, a diversidade de formação de uma carteira de investimentos por meio dos tipos de fundos híbridos possibilita perspectivas positivas.

A razão é que a diversificação do seu portfólio é por meio da alternativa de explorar boas oportunidades que surgem no mercado.

Em uma análise financeira, isto é, o investidor que opta por fundos híbridos não está restrito a atuar em apenas um tipo de segmento disponível no mercado.

Vantagens dos fundos imobiliários híbridos

Tão relevante quanto entender o que é um fundo imobiliário híbrido, é compreender as vantagens de se investir neste tipo de produto.

Inicialmente, vale apontar que, como o próprio nome indica, o fundo híbrido é um tipo de fundo aberto para mais opções de investimentos.

Assim, uma das primeiras vantagens deste produto financeiro está na diversificação de sua carteira.

Como exemplo, é comum que um FII híbrido possua cotas, títulos imobiliários e imóveis físicos em sua carteira.

Com isso, ao investir neste tipo de produto financeiro o investidor consegue diversificar seus ativos atrelados ao setor imobiliário sem realizar um aporte financeiro tão elevado no processo.

Outro ponto relevante é que, a liberdade do gestor também pode ser considerada uma das vantagens dos fundos imobiliários híbridos.

Afinal, este profissional pode realizar investimentos em produtos que estão se valorizando no momento ou, até mesmo, escolher ativos que amenizarão os riscos existentes na carteira.

Todavia, também é útil considerar as desvantagens presentes nesta categoria de fundo imobiliário.

Desvantagens dos fundos imobiliários híbridos

Para se entender o que é um fundo híbrido é necessário compreender as desvantagens existentes neste produto financeiro.

Para quem avalia esse tema, ainda que seja apontada como vantagem, em determinados contextos a liberdade do gestor pode ser uma desvantagem.

Afinal, os investidores deste fundo estarão expostos às decisões deste profissional, o que, em determinados casos, pode aumentar os riscos daquele produto.

Não à toa, investidores que buscam o investimento híbrido realizam amplas pesquisas sobre os fundos e os cotistas que gerem o portfólio.

Outro ponto relevante é que, a comparação entre fundos também é mais complexa quando envolve o FII híbrido, pois as categorias de ativos de um portfólio tendem a variar com maior constância.

Este fator também influencia na comparação de modelos de gestão dos fundos híbridos.

Assim, o fundo imobiliário híbrido pode ser uma alternativa interessante, porém, vale considerar as desvantagens que envolvem este investimento.

Vale a pena investir em fundos híbridos

Tendo em vista que os fundos híbridos possibilitam que os investidores obtenham cotas de diversos setores, eles podem ter na carteira, de uma só vez todos, os seguintes fundos:

  • imóveis logísticos;
  • imóveis residenciais;
  • imóveis corporativos;
  • imóveis educacionais;
  • imóveis de varejo.

Essa diversificação pode ser bastante relevante para os pequenos investidores, que geralmente não se arriscam a realizar a aquisição de muitos FIIs por serem iniciantes.

Por isso, os fundos híbridos podem significar uma alternativa considerável para o investidor que objetiva equilibrar sua rentabilidade e busca diversificar sua carteira de investimentos.

Ressaltando que o investimento em fundos híbridos exige uma maior atenção e análise do cotista, visto que o gestor do fundo precisa estar preparado para executar estratégias de alocação bastante definidas, evitando, assim, problemas futuros.