A Binance informou neste sábado (31) que já repôs 90% dos ativos roubados no ataque da última quinta-feira (29) — o maior da história do mercado de criptomoedas, estimado em US$ 6,3 bilhões — e que mantém o plano de retomar os saques no domingo (1º). Um dia antes, o percentual de reposição estava em cerca de 80%.
A corretora publicou uma nova prova de reservas e diz ter destinado US$ 6,34 bilhões de recursos próprios ao chamado Fundo de Usuário, usado para cobrir o rombo deixado pelo roubo. A mensagem central da nota assinada pela cofundadora Yi He é que o prejuízo não será transferido ao cliente: "A Binance absorverá o impacto financeiro desses fundos roubados, não nossos usuários."
Dez tokens já com 100% de lastro
Segundo a cofundadora, os principais ativos da plataforma já estão integralmente cobertos por reservas — entre eles bitcoin (BTC), ether (ETH), XRP, as stablecoins USDT, USDC, RLUSD e USD1, além de BNB, SOL e ZEC.
"No fundo atual, BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC já atingiram 100% de cobertura por reservas. Continuaremos comprando outros ativos de altcoins que ainda não atingiram 100% de cobertura, tanto por meio do mercado quanto de operações de balcão (OTC), até que a proporção de reservas de todos os tokens alcance 100%."
Os tokens que ainda faltam são justamente os de menor liquidez: a compra das posições restantes tende a demorar mais, porque depende de encontrar contraparte sem mexer demais no preço, o que explica o recurso às operações de balcão. A Binance afirma ainda que a geração das provas de conhecimento zero () que permitem a cada usuário conferir se o próprio saldo entrou no cálculo exige grande poder computacional e leva de .