O Ibovespa caiu 18,12% na semana encerrada nesta sexta-feira (30) e passou a figurar entre as quatro maiores quedas semanais da Bolsa brasileira neste século. O tamanho da perda colocou o pós-eleição de 2026 no mesmo ranking de três períodos marcados por choques globais.
- Crise financeira global — 10/10/2008: -20,01%;
- Pandemia de Covid-19 — 20/03/2020: -18,88%;
- 11 de Setembro — 14/09/2001: -18,12%;
- Pós-eleição de 2026 — 30/10/2026: -18,12%.
Na sexta-feira, o índice recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos — uma queda de 1.264,62 pontos, a quinta baixa consecutiva. Outubro terminou com perda de 9,88%, o pior mês desde os 11,50% negativos de junho de 2022. O dólar comercial subiu 1,05% no dia, a R$ 5,444, e fechou a semana com alta de 9,15%.
Na leitura do Money Times, o dólar à vista encerrou a sexta a R$ 5,4443, o maior valor de fechamento desde 30 de dezembro de 2025, e acumulou na semana a maior alta semanal desde outubro de 2008, quando a crise do subprime derrubou os mercados globais. Na ponta positiva do Ibovespa, apenas Magazine Luiza (MGLU3) se destacou, com alta de 4,29%, a R$ 5,35, enquanto as ações ligadas a commodities ajudaram a reduzir as perdas da semana.
Causas diferentes, tamanho parecido
Os economistas ouvidos pelo InfoMoney apontam origens distintas para movimentos de magnitude semelhante. Em 2001 e 2008, a pressão sobre os ativos brasileiros veio de crises iniciadas nos Estados Unidos e de uma onda global de aversão ao risco. Em 2020, a Covid-19 abriu um período em que empresas, governos e investidores ainda não conseguiam dimensionar a duração e os efeitos econômicos da pandemia.