Outubro foi do céu ao fosso para os mercados brasileiros. No ranking mensal de investimentos, o dólar à vista ficou com a melhor rentabilidade, com valorização de 5,20%, seguido pela cotação PTAX, com 4,65%. Na outra ponta, o Ibovespa acumulou queda de 9,75% e fechou o mês como o pior ativo da tabela.
O mês começou com o primeiro turno alimentando a expectativa de troca de governo e impulsionando os ativos locais. A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu parte dos agentes financeiros e desencadeou uma correção generalizada de preços, da renda variável à renda fixa. No segundo turno, encerrado em 25 de outubro, Lula teve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro — diferença de mais de 4,3 milhões de votos e resultado contrário às pesquisas e à vantagem de 2,2 milhões de votos que o adversário havia obtido no primeiro turno.
A abertura dos juros futuros, o avanço do dólar e a piora da percepção de risco fiscal provocaram uma reprecificação dos ativos domésticos, atingindo com mais força as empresas sensíveis ao cenário econômico local.
Só a renda fixa pós-fixada escapou
Entre os principais ativos, o CDI rendeu 1,02% no mês (e 11,64% no ano, até o dia 29), desempenho acompanhado de perto pelos títulos públicos pós-fixados e pela poupança:
- CDI: +1,02% no mês e +11,64% no ano;
- Tesouro Selic 2031: +0,92% no mês e +11,79% no ano;
- Poupança (aniversário em 28/10): +0,67% no mês e +6,86% no ano;
- IDA – Geral (dívida corporativa): +0,26% no mês e +8,03% no ano.
Foram esses os únicos ganhos de peso no mês. Todo o restante da prateleira fechou no vermelho.