O mercado de BDRs — os recibos negociados na B3 que representam ações de empresas estrangeiras — vive um ano de recordes. Entre janeiro e setembro de 2026, as negociações somaram R$ 245,5 bilhões, volume 14,2% maior do que o registrado em todo o ano de 2025, de R$ 214,9 bilhões, segundo dados divulgados pela bolsa nesta sexta-feira (30).

O volume financeiro médio diário (ADTV) alcançou R$ 1,31 bilhão no período, 52,7% acima da média de R$ 860 milhões registrada no ano passado inteiro.

Setembro tem o maior volume mensal do ano

Só em setembro, a negociação com BDRs movimentou R$ 33,01 bilhões, o maior valor mensal de 2026 e uma alta de 83,1% sobre os R$ 18,03 bilhões do mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto, quando o giro foi de R$ 30,14 bilhões, o crescimento foi de 9,5%.

A bolsa encerrou os nove primeiros meses do ano com 819 BDRs disponíveis para negociação e uma base de 939 mil investidores com posições em custódia.

Os cinco BDRs mais negociados

Em setembro, a preferência dos investidores locais se concentrou em empresas de mineração, serviços financeiros, tecnologia e comércio eletrônico. O ranking por volume financeiro médio diário ficou assim:

  1. Aura Minerals (AURA33): R$ 128,2 milhões por dia
  2. Nu Holdings (ROXO34): R$ 126,8 milhões por dia
  3. XP Inc. (XPBR31): R$ 112,3 milhões por dia
  4. Micron Technology (MUTC34): R$ 109,7 milhões por dia