A Bolsa brasileira já registrou 24 episódios de circuit breaker desde 1997. O mecanismo, que suspende temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra queda de 10% em relação ao fechamento anterior, é reservado a momentos de extrema turbulência no mercado financeiro.

O acionamento desta segunda-feira (26), após a reeleição de Lula, foi o primeiro provocado por uma eleição presidencial na história da B3. Até então, a última interrupção havia ocorrido em março de 2020, durante a crise da pandemia de covid-19.

Como funciona o gatilho

  • Queda de 10%: as negociações são suspensas por 30 minutos;
  • Queda de 15% após a retomada: nova suspensão, desta vez por uma hora;
  • Queda de 20%: a B3 pode determinar outra interrupção por período que definir.

A suspensão desta segunda-feira atingiu a negociação de ativos à vista, títulos de renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDRs, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs.

O mecanismo considera a oscilação registrada durante a sessão, independentemente do resultado final do dia. O Ibovespa chegou a despencar 10,47% nesta segunda, o suficiente para acionar o circuit breaker, e encerrou o pregão com queda de 8,8% — ou seja, após a pausa, o índice se recuperou parcialmente.

O histórico

A primeira vez que a B3 acionou o circuito foi em 1997, durante a crise financeira asiática, quando a turbulência iniciada no Sudeste Asiático se espalhou pelos mercados internacionais e atingiu o Brasil.

Desde então, os episódios se concentram em choques externos e crises de liquidez: 1997 (Ásia), 1998 (crise russa), 1999 (desvalorização do real), 2001 (ataques de 11 de setembro), 2008 (crise financeira global) e 2020 (pandemia).

Imagem: InfoMoney.

Esta matéria tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.