O Ibovespa encerrou a última sessão de outubro em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, na quinta baixa consecutiva, e fechou o mês com perda de 9,88% — o pior desempenho mensal desde junho de 2022. Na semana, o índice acumulou tombo de 18,12%, o maior desde março de 2020 (quando cedeu 18,88%) e o quinto maior desde o Plano Real, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.
O dólar à vista terminou a sexta-feira (30) cotado a R$ 5,4443, com alta de 9,15% na semana — a maior cotação de 2026 — e valorização de 5,20% no mês. No acumulado do ano, a moeda americana ainda exibe ganho inferior a 1% sobre o real, de 0,81%.
R$ 963 bilhões a menos em uma semana
O valor de mercado somado das empresas listadas na B3 caiu de R$ 5,684 trilhões, em 23 de outubro, para R$ 4,721 trilhões, em 30 de outubro — retração de 16,94%, ou R$ 963 bilhões, segundo a Elos Ayta.
Para dimensionar a perda, a consultoria compara: o montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, estimado em R$ 734 bilhões. Em outras palavras, a bolsa brasileira perdeu, em uma única semana, o equivalente a uma Petrobras inteira e mais R$ 229 bilhões.
O movimento praticamente eliminou a valorização acumulada pelas companhias ao longo de 2026. Entre o encerramento de 2025 e 23 de outubro, o valor de mercado havia subido R$ 972 bilhões, de R$ 4,712 trilhões para R$ 5,684 trilhões. Desse total, R$ 378 bilhões foram incorporados depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.