O primeiro pregão depois do segundo turno tirou R$ 6,1 bilhões da bolsa brasileira. Investidores estrangeiros sacaram R$ 2,8 bilhões da B3 na segunda-feira (26), e os institucionais retiraram R$ 3,3 bilhões, segundo dados de fluxo de investidores compilados pelo Valor Econômico. No mesmo dia, o Ibovespa tombou quase 14% e as empresas que compõem o índice perderam cerca de R$ 660 bilhões em valor de mercado.
O número mostra que o ajuste de carteiras depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi apenas de preço: houve saída efetiva de dinheiro, com os dois grupos mais relevantes da bolsa reduzindo exposição na mesma sessão.
Saques já vinham crescendo antes do segundo turno
Um detalhe do fluxo chamou a atenção dos analistas. Os investidores estrangeiros começaram a fazer saques diários mais volumosos, entre R$ 1 bilhão e R$ 3 bilhões, nos dois pregões anteriores ao segundo turno — como se estivessem realizando lucros e adotando postura mais cautelosa diante de uma disputa que seguia apertada nas pesquisas.
Institucionais e pessoas físicas caminharam na direção oposta: aportaram com força nas sessões que antecederam a votação, elevando apostas direcionais na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). A aposta se mostrou imprudente e aumentou a necessidade de ajustes ao longo desta semana.