O Itaú Unibanco assinou um acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace, startup especializada no desenvolvimento de modelos fundacionais de inteligência artificial generativa, por R$ 2,925 bilhões. Segundo o banco, a operação busca ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias próprias para serviços financeiros — e aprofunda uma parceria que começou há quase dois anos.
Modelos fundacionais são a base sobre a qual se constroem aplicações de IA: em vez de treinar um sistema para cada tarefa, parte-se de um modelo genérico de grande porte e o especializa com dados próprios. É exatamente esse o arranjo que o Itaú vinha testando com a NeoSpace usando sua própria base de clientes.
Da participação de 15% à compra total
A relação entre os dois começou em janeiro de 2025, quando o Itaú adquiriu uma participação de 15% na NeoSpace ao liderar uma rodada de investimento estimada em US$ 18 milhões — dos quais cerca de US$ 15 milhões foram o aporte do próprio banco.
Desde então, segundo o Itaú, a NeoSpace desenvolveu modelos treinados com dados da instituição para aplicar a IA generativa em soluções internas. Em fato relevante divulgado pelo banco, a parceria "vinha demonstrando resultados relevantes e transformadores" em áreas como:
- crédito, na análise e na concessão;
- , na gestão do relacionamento com clientes;