A Raízen (RAIZ4) detalhou na noite de segunda-feira (26) as condições do aumento de capital privado que pretende realizar para reforçar a estrutura de capital em meio ao plano de recuperação extrajudicial já homologado. A operação tem valor mínimo de R$ 3,5 bilhões e máximo de R$ 39,8 bilhões — o teto considera a hipótese de a Cosan não exercer o direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B (PNB). A quantidade máxima prevista é de 159,185 bilhões de novas ações.
A capitalização ainda depende de aprovação em assembleia geral extraordinária e em assembleia especial de preferencialistas, ambas marcadas para 30 de outubro, além de deliberação do conselho de administração em reunião prevista para 6 de novembro. Só depois disso a operação vira realidade — até lá, o que existe é uma proposta com condições divulgadas.
Como a operação será feita
O aumento de capital ocorrerá por meio de três emissões simultâneas:
- ações ordinárias (ON);
- ações preferenciais classe B (PNB);
- units compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A (PNA).
O preço de emissão será de R$ 0,25 por ação nas ofertas de ON e PNB, e de R$ 0,50 por unit. As novas ações PNA serão emitidas exclusivamente como parte das units — ou seja, não haverá PNA avulsa nesta operação.
Cada acionista posicionado na data de corte terá direito de preferência nas três emissões, podendo subscrever isoladamente papéis ON, PNB ou units, ou combinar as alternativas até o limite de sua participação. Não haverá subscrição de sobras.