O prazo para que as empresas de criptomoedas que já operavam no Brasil pedissem autorização ao Banco Central terminou na última sexta-feira (30). O desenho que fica é o de um mercado menor e mais concentrado: estimativas iniciais apontam para até 75 nomes com pedidos, contra ao menos 15 empresas que estão deixando o país.

Quem pediu autorização

Grandes corretoras internacionais protocolaram o pedido na última hora — a Binance só o fez em 23 de outubro, sete dias antes do fim do prazo. O mesmo caminho seguiram OKX, Ripio, Bybit, Coinbase, Kraken e Bitget. Entre as nacionais, os destaques são Mercado Bitcoin, Foxbit, Brasil Bitcoin, Liqi e Transfero.

  • Exchanges globais: Binance, Coinbase, OKX, Bybit, Kraken, Bitget, Ripio;
  • Exchanges e fintechs brasileiras: Mercado Bitcoin, Foxbit, Brasil Bitcoin, Transfero, Liqi, Onda Finance;
  • Stablecoins e pagamentos: Crown, Lumx, Bloquo, Nonco, Avenia, NoxPay;
  • Bancos já autorizados pelo BC: Itaú, Bradesco, Nubank, Inter, BTG Pactual e Banco BS2.

Os bancos seguem um caminho diferente: por já serem autorizados pelo BC, fazem uma comunicação formal em vez de um pedido completo. A B3 também divulgou a intenção de atuar no setor. Ao todo, o levantamento contabiliza 74 empresas — 52 com pedido anunciado ou processo localizado no site do BC e 22 em protocolos públicos, ainda sem confirmação de pedido próprio.

Quem está saindo

Do outro lado, uma série de empresas preferiu não enfrentar o processo:

  1. Bitso — encerrou o atendimento direto a pessoas físicas e migrou os clientes para o Mercado Bitcoin, mantendo só a operação institucional;
  2. Bity (Bitybank e BityPreço) — não pediu licença e ofereceu migração a Mercado Bitcoin e Bipa; migração até 18/11 e saque de cripto até 25/11;