Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar os 435 deputados da Câmara e 35 dos 100 senadores, além de definir 36 governadores, 6.139 cadeiras nos legislativos estaduais, milhares de prefeitos, conselheiros municipais, juízes, promotores e xerifes. Ao todo, os americanos vão opinar sobre temas locais em 146 propostas de lei e referendos. O resultado, porém, vai muito além dos números: ele define o grau de força política do presidente Donald Trump nos dois anos finais de mandato e o espaço que a oposição terá para travar sua agenda.

A votação desta terça é a primeira eleição nacional desde a volta de Trump à Casa Branca, dois anos atrás, quando ele chegou ao poder com domínio dos três poderes — incluindo uma maioria conservadora na Suprema Corte e um Congresso alinhado, que lhe entregou o controle do partido.

O que está em jogo

Um Congresso hostil mudaria esse arranjo e daria à oposição instrumentos para emperrar o rolo compressor do governo. Analistas ouvidos pela imprensa americana descrevem o pleito como um referendo sobre a forma de governar de Trump, cuja agenda inclui uma dúzia de conflitos ao redor do mundo, deportações em massa, tarifas comerciais e projetos de infraestrutura simbólica em Washington.

Pesquisas, agregadores e sites de apostas indicam que o presidente pode enfrentar, pela primeira vez, um Legislativo capaz de bloquear suas principais bandeiras.

As projeções

  • Câmara: analistas, agregadores de pesquisas e sites de apostas apontam mais de 90% de chance de os democratas retomarem o controle, com a única dúvida sendo o tamanho da bancada.
  • Senado: a disputa é mais apertada, mas as chances de Trump perder a maioria ficam entre , dependendo da análise.