A SpaceX entrou para a lista de empresas que não querem suas ações circulando em versão tokenizada nos Estados Unidos. Em aviso público de 2 de novembro, a OKXICE — joint venture entre a corretora OKX e a Intercontinental Exchange (ICE), dona da NYSE — informou que a companhia aeroespacial de Elon Musk objetou à listagem proposta de tokens lastreados em suas ações.

Com a objeção, a SpaceX se junta a Tesla e Amazon entre as 56 empresas que já contestaram as listagens propostas na plataforma.

Como funciona a janela de objeção

Sob a "Innovation Exemption" de cinco anos da SEC, introduzida em setembro, plataformas como a OKXICE podem oferecer negociação de versões tokenizadas de ações americanas sem se registrar como bolsas nacionais. O marco, porém, dá às empresas voz no processo: elas têm 30 dias para objetar à negociação de seus papéis tokenizados por terceiros, o que na prática mantém esses tokens fora da plataforma.

Ações tokenizadas são representações em blockchain de participações societárias, que permitem exposição a papéis tradicionais no ambiente on-chain, muitas vezes 24 horas por dia. Dependendo da estrutura, podem ser lastreadas em ações reais — embora os direitos concedidos ao detentor do token possam diferir dos de um acionista tradicional.

O que já gira lá fora

As versões tokenizadas das ações da SpaceX já são negociadas fora dos EUA e atraíram volume relevante desde junho:

  • a Backpack Securities, corretora e plataforma de tokenização, criou o token SPCX, com US$ 1,08 bilhão de volume negociado on-chain em junho;
  • a Kraken, por meio de sua oferta xStocks, registrou US$ 852 milhões com o token SPCXx;
  • ambos foram desenhados para serem lastreados em ações reais.