Investidores nos Estados Unidos passam a poder negociar, a partir desta terça-feira (3), contratos futuros perpétuos sobre ações individuais em bolsas reguladas do país — produtos que, até agora, empurravam quem queria esse tipo de exposição para plataformas no exterior. O anúncio é do presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), Michael S. Selig.

Os contratos foram "considerados aprovados" pela Comissão com base na Regulamentação 40.3, regra que libera um novo produto depois de 45 dias de revisão, na categoria de security futures products, criada pelo Commodity Futures Modernization Act de 2000. Isso coloca o produto sob supervisão conjunta da CFTC e da Securities and Exchange Commission (SEC).

...em vez de serem obrigados a recorrer a plataformas estrangeiras, muitas vezes sem regulação.

Como funcionam os futuros perpétuos

Futuros perpétuos não têm data de vencimento — diferente dos futuros tradicionais — e, por isso, funcionam como exposição contínua ao ativo. O pedido da Kalshi, uma das bolsas que solicitaram a listagem, foi protocolado em 18 de setembro e lista 58 contratos:

  1. 55 ações, entre elas Apple, Tesla, Nvidia e Microsoft, além da Alibaba negociada nos EUA;
  2. Dois fundos que seguem o S&P 500 e o Nasdaq-100.

Só podem listar os contratos as bolsas também registradas na SEC para negociar esse tipo de produto.

A alavancagem no centro da crítica