A Coreia do Norte rejeitou as conclusões dos Estados Unidos sobre o maior roubo já registrado em uma corretora de criptomoedas. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (3) pela agência estatal KCNA e reproduzido pela agência sul-coreana Yonhap, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un, chamou de "grave provocação política" a atribuição do ataque à Binance feita pelo FBI.

"É uma grave provocação política contra a RPDC que os EUA enganem a opinião pública internacional como se todos os crimes cibernéticos em diferentes partes do mundo fossem obras nossas", afirmou Kim Yo Jong, segundo a KCNA.

Ela classificou a acusação como uma tentativa "sinistra" de danificar a imagem internacional do país. O texto usa a sigla RPDC, de República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do Estado norte-coreano.

A resposta mira Washington

Kim Yo Jong não se limitou a negar. Ela devolveu a acusação aos Estados Unidos ao citar o plano do governo de Donald Trump de usar criptomoedas confiscadas como reserva estratégica. "Quem olhar para quem vai ficar com a chamada criptomoeda roubada, depois que ela for recuperada, pode ter uma pista de quem está por trás do incidente de hacking", disse.

O que diz o FBI

A atribuição oficial veio no sábado (31), quando o FBI afirmou que hackers norte-coreanos identificados como TraderTraitor foram responsáveis pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões da Binance. A conclusão confirmou o que as empresas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis já haviam apontado na semana anterior.