A Embraer (EMBJ3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com carteira de pedidos recorde de US$ 35,7 bilhões, alta de 3% em relação ao trimestre anterior e avanço de 14% na comparação com o mesmo período de 2025.

O resultado foi impulsionado pelas quatro áreas de negócios da companhia, com destaque para Defesa & Segurança, cuja carteira cresceu 56% em um ano.

Aviação Comercial: US$ 15,8 bilhões

A divisão terminou setembro com US$ 15,8 bilhões em pedidos, aumento anual de 4%. Entre os destaques estão novas encomendas da família E2 por clientes como Grupo Abra, Binter, Luxair e ANA Holdings:

  • Grupo Abra: pedido firme de 20 jatos E195-E2, além de 10 opções e 15 direitos de compra, podendo chegar a 45 aeronaves;
  • Binter: cinco E195-E2 adicionais e quatro direitos de compra;
  • Luxair: conversão de três direitos de compra de E190-E2 em pedidos firmes;
  • ANA Holdings: mais oito unidades do E190-E2, levando a carteira firme da japonesa a 23 aeronaves.

Nos nove primeiros meses do ano, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes de jatos da família E2. A Aviação Comercial entregou 22 aeronaves no terceiro trimestre e acumulou 52 entregas no ano até setembro.

Aviação Executiva: US$ 8,2 bilhões

A carteira da Aviação Executiva cresceu 12% ante o terceiro trimestre de 2025 e 5% sobre o trimestre imediatamente anterior. A divisão entregou 41 aeronaves entre julho e setembro, mesmo volume do ano passado.

No período, a fabricante lançou o Phenom 300EV e entregou à Flexjet o primeiro Praetor 600E, tornando a empresa cliente de lançamento da nova geração do jato supermédio. Nos nove primeiros meses, a divisão entregou 115 aeronaves, ante 102 em 2025.