Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poucas ações se salvaram no Ibovespa na manhã desta segunda-feira (26). Antes do resultado de domingo, o mercado vinha em escalada de ganhos na expectativa de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), visto como mais alinhado a um ajuste nas contas públicas.

Com a virada, várias das empresas que haviam disparado com essa esperança devolveram os ganhos.

As maiores quedas (11h08)

  • Vamos (VAMO3): -59,44%, a R$ 2,60;
  • Magazine Luiza (MGLU3): -49,88%, a R$ 6,36;
  • B3 (B3SA3): -45,45%, a R$ 12,90;
  • C&A Brasil (CEAB3): -44,15%, a R$ 7,73;
  • Cyrela (CYRE3): -43,35%, a R$ 20,15;
  • Assaí (ASAI3): -42,03%, a R$ 8,00;
  • Localiza (RENT3): -41,93%, a R$ 30,44;
  • Cosan (CSAN3): -40,58%, a R$ 3,09.

Quem conseguiu escapar

Do lado positivo, os papéis que ganham com o dólar forte foram os que se salvaram, já que a moeda americana chegou a superar os R$ 5,50:

  • Suzano (SUZB3): +8,10%, a R$ 46,55;
  • Vale (VALE3): +7,06%, a R$ 66,27;
  • Embraer (EMBJ3): +6,78%, a R$ 94,34;
  • Bradespar (BRAP4): +4,73%, a R$ 19,91;
  • WEG (WEGE3): +4,54%, a R$ 44,67;
  • Klabin (KLBN3): +4,32%, a R$ 3,86.

"Essas empresas estão se beneficiando da alta do dólar. São grandes exportadoras, têm custo em reais, mas a receita em dólar", explicou Thiago Valencia, sócio da Valor Investimentos.

Depois da bonança, a tempestade

Até o pregão da sexta-feira (23), Magazine Luiza se valorizava 66,3% em outubro. Agora, os ganhos foram completamente apagados e o saldo do mês ficou negativo. A Vamos anulou a disparada de 42,44% até sexta e reverteu para forte queda no mês.

As duas são bastante sensíveis às expectativas de juros, por motivos distintos: no caso de MGLU3, juros menores estimulam consumo e crédito; para VAMO3, a trajetória das taxas influencia o custo da dívida. A companhia encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 11 bilhões e alavancagem de 3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.