Uma explosão seguida de uma cortina de fumaça em formato de cogumelo assustou moradores de Volta Redonda (RJ) no início da tarde da quarta-feira (28), dentro das instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O estrondo foi ouvido a distância e levou o Corpo de Bombeiros ao local. Não houve vítimas nem feridos.
Segundo a CSN, o incidente ocorreu por volta das 13h30, durante a operação de cambagem — o descarregamento de ferro-gusa de um carro-torpedo no Poço de Tombamento de Escória (Kisch Pit), na Usina Presidente Vargas. O contato do material em alta temperatura com o excesso de umidade no solo provocou uma forte reação, com liberação de calor e fumaça visível tanto no interior quanto no entorno da usina.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que "não houve vítimas, feridos, danos ambientais ou quaisquer impactos em relação à produção na Usina, que segue operando normalmente". As causas do acidente estão sendo apuradas.
Não havia material explosivo, explica especialista
O especialista em gerenciamento de risco da Coppe/UFRJ, Gerardo Portela, explicou à CBN que a reação é física, não química:
E essa expansão de água virando vapor acaba gerando esse cogumelo. Ela se expande 1700 vezes em milissegundos. Ou seja, não existe ali um material explosivo, mas sim água superaquecida instantaneamente. E essa expansão causa, sim, barulho e pode até gerar alguma onda de choque menor.
A brigada de incêndio da própria CSN atuou no combate aos focos iniciais de chamas. Os bombeiros fizeram uma varredura na área e confirmaram que não havia vítimas nem chamas no local.