O IFIX, principal índice de fundos imobiliários (FIIs) da bolsa brasileira, operava em forte queda nesta segunda-feira (26), em meio à disparada dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25).
Por volta das 11h20, o indicador recuava mais de 8%, aos 3.665 pontos, devolvendo os ganhos registrados desde o primeiro turno das eleições, que somavam cerca de 6%. Naquele momento, parte do mercado apostava na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), visto por investidores como um candidato mais alinhado a uma agenda de ajuste fiscal.
Um movimento esperado
O movimento desta segunda-feira já era esperado, segundo Caio Nabuco de Araujo, analista da Empiricus Research. Para ele, a continuidade do governo Lula mantém as preocupações com a trajetória fiscal brasileira no médio e longo prazo, especialmente diante do histórico recente de expansão dos gastos públicos.
"A reeleição presidencial deve provocar uma reprecificação dos ativos domésticos pressionando as cotas dos fundos imobiliários, especialmente os de tijolo, após a valorização recente [de 6,8% no mês]", afirmou.
O que olhar daqui para frente
Apesar da expectativa de maior volatilidade no curto prazo, o analista avalia que os fundamentos operacionais dos FIIs permanecem saudáveis. A recomendação é de cautela, seletividade e equilíbrio nas carteiras, com preferência por veículos de qualidade e crédito high-grade, sem descartar oportunidades decorrentes de correções mais intensas.
"Os fundamentos operacionais dos FIIs permanecem saudáveis. Nesse cenário, recomendamos cautela, seletividade e equilíbrio nas carteiras, com preferência por veículos de qualidade e crédito high-grade, sem descartar oportunidades decorrentes de correções mais intensas", acrescentou.