O S&P 500 pode cair cerca de 9% em relação ao seu último recorde, até os 7.100 pontos, antes de retomar a alta e mirar os 8.000 pontos. A projeção é de Mike Wilson, principal estrategista de ações para os Estados Unidos do Morgan Stanley, que trata a sequência como uma série de "eventos de ajuste" — e não como o fim do ciclo. As eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), as dúvidas sobre o tamanho dos gastos com inteligência artificial e a restrição de liquidez são os três gatilhos que ele aponta para a queda.

Wilson é o estrategista-chefe de ações americanas do banco desde fevereiro de 2017 e entrou na casa em 1989 como banqueiro de investimentos. As declarações estão em entrevista à Bloomberg publicada neste domingo (1º).

Os três gatilhos da correção

  1. Eleições de meio de mandato. O pleito desta terça-feira (3) é, na avaliação dele, um fator de pressão clássico. O mercado já precifica a conquista da Câmara pelos democratas e a provável maioria também no Senado, mas "por uma margem pequena" — um resultado de 52 a 48 estaria no preço.
  2. Gastos com inteligência artificial. Uma vitória mais ampla poderia dificultar a construção de data centers nos níveis estadual e local, pela resistência do tipo "não no meu quintal", e trazer mais regulação sobre o setor.
  3. Liquidez. A restrição de crédito e a competição por capital num ambiente de emissões recordes completam a lista de pressões.

O que muda nesta eleição