A Prio (PRIO3) divulgou nesta quarta-feira (4) um lucro líquido contábil de US$ 516,6 milhões no terceiro trimestre de 2026, oito vezes o apurado um ano antes — alta de 707%. Na leitura que exclui os efeitos do IFRS 16, o lucro foi de US$ 521,1 milhões, avanço de 468% na mesma base de comparação.

As duas leituras vêm do mesmo balanço e explicam por que o número circulou de formas diferentes nas primeiras horas. A produção recorde e o Brent 34% mais caro sustentam o resultado.

Produção e vendas em recorde

A produção média chegou a 191,6 mil barris de óleo equivalente por dia, avanço de 117% sobre o terceiro trimestre de 2025 e de 11% sobre o segundo trimestre. O volume vendido somou 17,2 milhões de barris, alta de 94% na comparação anual e de 13% frente aos três meses anteriores.

O desempenho se apoia em três frentes:

  1. a operação dos quatro poços do projeto Wahoo durante todo o trimestre;
  2. o início da produção do poço MUP7, em Frade, em setembro;
  3. a manutenção de Peregrino acima de 80 mil barris por dia líquidos para a companhia.

No cluster Valente, que reúne Frade e Wahoo, a produção média alcançou 73,4 mil barris diários, alta de 123% em um ano. Peregrino produziu 80,6 mil barris por dia atribuíveis à Prio, crescimento anual de 451%, efeito da paralisação parcial no terceiro trimestre de 2025 e da compra de uma participação adicional de 40% no ativo.

Receita e Ebitda

A receita líquida somou US$ 1,37 bilhão, crescimento de 146%. A receita total ficou em cerca de US$ 1,6 bilhão, alta de 171%. O Ebitda ajustado, sem os efeitos do IFRS 16, ficou perto de US$ 1,1 bilhão, avanço de 235%, com margem de 78%, 21 pontos acima de um ano antes.

Custo cai e alavancagem recua