A Smart Fit (SMFT3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 40% sobre o mesmo período de 2025. O lucro contábil, que incorpora efeitos não recorrentes ligados a aquisições e despesas financeiras, somou R$ 255,3 milhões, avanço de 50% na comparação anual.

A receita líquida chegou a R$ 2,3 bilhões, 29% acima do terceiro trimestre do ano passado. O crescimento veio sobretudo das academias próprias da marca Smart Fit, cujo faturamento subiu 26%, sustentado por um tíquete médio 15% maior e por uma base média de alunos 10% superior.

Operação ganha margem enquanto a rede cresce

O Ebitda ajustado alcançou R$ 763 milhões, aumento de 30% em doze meses, e a margem Ebitda ajustada subiu 0,3 ponto porcentual, para 32,5%. Segundo a companhia, o desempenho reflete a maior participação de negócios com estruturas de custos mais enxutas — caso de TotalPass, Queima Diária e BeOn Studios, cuja receita conjunta com outras operações cresceu 50% —, o que compensou parte das despesas de expansão.

Na outra ponta, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 161,9 milhões, contra despesas líquidas de R$ 110,2 milhões um ano antes.

2.259 academias e 5,7 milhões de clientes

Em setembro, a rede somava 2.259 academias em 17 países, expansão de 21% em um ano. Foram 392 unidades adicionadas em doze meses, o maior número já registrado pela companhia nesse intervalo. A base de clientes em academias alcançou 5,7 milhões, 9% a mais que em 2025.

Os investimentos acompanharam o ritmo: R$ 631,6 milhões no trimestre, 23% acima do ano anterior, dos quais R$ 509,6 milhões foram para abrir novas unidades.

Dívida maior, mas alavancagem sob controle