O investigador on-chain ZachXBT identificou o grupo bancário francês Crédit Mutuel Arkéa como a suposta vítima do roubo de criptomoedas que ele vinha rastreando desde o início da semana, com perdas superiores a US$ 133 milhões — e alertou que o total pode ser maior.
Segundo a publicação feita pelo investigador na quarta-feira (4), a instituição, que ele descreve como detentora de US$ 235 bilhões em ativos, teria sido explorada ao longo de vários dias. ZachXBT afirmou suspeitar que o valor desviado seja maior quando contabilizadas as transações de balcão (OTC), que não entraram nas estimativas anteriores. Ele não detalhou como os atacantes conseguiram acesso aos fundos.
O banco não confirmou o envolvimento no caso, e a acusação não foi verificada de forma independente. A Cointelegraph procurou o Crédit Mutuel Arkéa e não obteve resposta até a publicação da reportagem.
A cronologia
O caso evoluiu em três etapas ao longo de três dias:
- Segunda-feira (2) — ZachXBT identificou mais de US$ 106 milhões em saques suspeitos de exchanges centralizadas e associou o episódio a uma entidade europeia não nomeada.
- Terça-feira (3) — após encontrar outros US$ 27 milhões em retiradas, algumas ocorridas depois do primeiro alerta, elevou a estimativa para mais de US$ 133 milhões.
- Quarta-feira (4) — atribuiu o roubo ao Crédit Mutuel Arkéa e disse acreditar que as perdas sejam maiores.
A peça publicada pelo GPS Investidor na segunda-feira (2) já havia registrado o alerta inicial, quando a vítima ainda era descrita apenas como uma entidade da União Europeia e o valor apontado era de US$ 106 milhões.
Como o dinheiro saiu
A empresa de análise de blockchain Bitquery rastreou saques de contas mantidas na Kraken, na Crypto.com e na OKX. Segundo o levantamento, cerca de US$ 63 milhões em stablecoins foram convertidos em ether (ETH) em um intervalo de quatro horas — um padrão típico de quem tenta dificultar o rastreamento do dinheiro antes de movê-lo adiante.