A Petrobras registrou no terceiro trimestre de 2026 a maior produção de sua história. A produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), avanço de 11,7% sobre o mesmo trimestre de 2025 e de 5,3% sobre o 2T26, segundo dados operacionais divulgados pela companhia nesta quarta-feira (28).

Produção própria e operada batem recorde

Além da produção própria, a estatal bateu recordes em outras frentes no trimestre:

  1. produção total operada: 5,08 MMboed, contra 4,87 MMboed no 2T26;
  2. produção total própria: 3,51 MMboed, contra 3,34 MMboed no trimestre anterior;
  3. produção operada no pré-sal: 4,46 MMboed, contra 4,24 MMboed;
  4. produção própria no pré-sal: 2,96 MMboed, contra 2,78 MMboed.

A companhia atribuiu o avanço ao maior patamar de eficiência da produção em oito anos, ao *ramp-up* das plataformas P-78 e P-79 no campo de Búzios, ao atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e ao menor volume de perdas por paradas para manutenção. No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.

Búzios, Mero e as plataformas

  • FPSO Alexandre de Gusmão (Mero): atingiu em 25 de agosto a capacidade originalmente prevista em projeto, de 180 mil barris por dia, e, após aditivo e aval dos reguladores e das entidades ambientais, chegou a um pico de 190 mil barris por dia em 3 de setembro. Mero, cujas plataformas somaram 760 mil barris por dia de óleo no trimestre, é o terceiro maior campo produtor do Brasil, atrás de Búzios e Tupi.
  • FPSO Sepetiba (Mero, afretado da SBM Offshore): superou a capacidade de processamento originalmente projetada, de 180 mil barris por dia, e alcançou pico diário de 212 mil barris por dia em setembro.
  • FPSO Almirante Tamandaré (Búzios): recorde de produção média mensal de óleo, com 263 mil barris por dia em julho de 2026, mantendo-se como a plataforma de maior produção do país.
  • Búzios: pela primeira vez, as plataformas do campo superaram 11 milhões de metros cúbicos por dia de exportação média de gás natural.

A melhor eficiência desde o 4T18

A eficiência operacional dos ativos — resultado da confiabilidade dos sistemas de produção e da disciplina operacional — atingiu a melhor marca desde o quarto trimestre de 2018, consolidando o desempenho dos últimos trimestres. O Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) também foi recorde, a 98,3%, contra 98,1% no 4T25.

Vendas de derivados e exportações

As vendas de derivados no mercado interno chegaram a 1.854 mil barris por dia, o maior volume desde o 3T21 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, puxado pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de querosene de aviação (QAV).

No mercado externo, a Petrobras registrou exportações recordes de 1.251 mil barris por dia de petróleo e derivados.

Refino

A produção total de derivados somou 1.869 mil barris por dia nos nove primeiros meses de 2026, alta de 7,2% sobre igual período de 2025, e 1.873 mil barris por dia no 3T26. O Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias ficou em 99%, cinco pontos percentuais acima do registrado no 3T25, com 68% do volume produzido concentrado em médios (diesel e QAV) e gasolina.

A carga processada totalizou 1.800 mil barris por dia no acumulado do ano, aumento de 7%, com 93% de óleo nacional e 72% de óleo do pré-sal na composição — o que contribui para reduzir as importações de petróleo. Os números foram alcançados mesmo com as paradas programadas de manutenção na RPBC, em Cubatão (SP).

O que vem depois

As plataformas P-80 e P-82 deixaram o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, em 30 de setembro e 18 de outubro, respectivamente, rumo ao campo de Búzios. Cada uma tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diários. A entrada em operação das duas está prevista para 2027, como a nona e a décima unidades instaladas no campo.

Ainda na RPBC, a companhia assinou novos contratos para o projeto de BioQAV e Diesel Renovável, que prevê a instalação da primeira planta dedicada da Petrobras à produção de combustíveis renováveis, com capacidade de até 15 mil barris por dia.

Fonte: Agência Petrobras (28 de outubro de 2026).

Foto: Divulgação Petrobras / Agência Brasil, via Wikimedia Commons (CC BY 3.0 BR).

Esta matéria tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.